Além da Mente - Episódio 2 (07/09/2021)


                                         

Além da Mente 
Episódio 2

No Episódio anterior Charles é levado pro orfanato onde sofre mais tratos. E a fundação FUNJOA celebra mais uma filial da instituição. Jorge um artigo morador de rua consegui um trabalho na sapataria de Marcelo onde fica impressionado com sua história. E Zoraide e Sara ficam desconfiadas por haver coisas estranhas dentro da fundação...


No Episódio de hoje Zoraide consegue um acompanhamento de policiais para conversar com alguns adolescentes e FUNJOA manda um espião da polícia ficar atento a conversa. A professora Cristina vai dar aula mais é impedida de entrar no orfanato. Jorge após muito esforço consegue se lembrar sobre Oswaldo.)


( a cena abre mostrando uma paisagem bonita e para na Sapataria)


CENA 1: ( Jorge faz uma revelação sobre Oswaldo a Marcelo)


Jorge: ( Calmo)

- Bom dia Marcelo, como passou a noite?


Marcelo: ( Tranquilo)

- Passei bem graças a Deus, e você como está na pensão


Jorge: ( contente)

- Está indo muito bem , Dona Zuleide é muito atenciosa com seus hospides.

- Marcelo, eu não havia dito nada antes porque não me recordava bem sobre seu pai.


Marcelo: ( curioso)

- O que tem?


Jorge: ( com olhar fixo)

- Quando você falou da história do Seu pai e sobre o nome dele, me veio a memória e não conseguia saber se o conhecia ou não. Ontem consegui me lembrar de muita coisa e eu conheci seu pai.

 

       (Marcelo se assusta)


CORTA P/ CENA 2: ( A Professora Cristina vai dar aula e é barrada pelo porteiro, ela questiona e eles a ignoram)


Prof. Cristina: ( Na porta do orfanato)


- Bom dia, tudo bem Sr.?


Porteiro: ( sério)

- Bem, infelizmente você não vai poder mais entrar aqui, são ordens superiores


Prof. Cristina: ( Indignada)

- Isso é um absurdo, eu sou paga pra vim ensinar e quando chego não posso entrar. O que aconteceu em ?


Porteiro: ( sério/ ignorante)

- Não estou autorizado a falar, e saia logo se não chamo a polícia.


Prof. Cristina: ( chateada)

- Vou reclamar as autoridades do conselho tutelar sobre isso.


   ( Cristina sai indignada e revoltada)


CORTA P/ CENA 3: ( O Líder da cúpula da FUNJOA pede pro policial acompanhante dos jovens tomar cuidado e ouvir o que eles falam)


Dr. Robert: ( Sério/ na instituição/ manhã )

- Policial quero que fique de olhos nesses garotos e fique atento nos que eles falam.

- Essas assistentes sociais estão sendo pedra no meu caminho. Terei que dar um jeito nelas.


   ( os jovens saem, e passam os minutos )


CORTA P/ CENA 4: ( Marcelo pede pra Jorge falar o que sabe soube seu pai, Jorge fala como foi a amizade deles e como ele morreu)


Marcelo: ( sentado na banca/ engraçando um sapato)


- Você pode falar o que sabe?

- Minha mãe morreu sem saber algumas coisas deles e imagino que você deve saber.


Jorge: ( na banca/ consertando outro par de sapato, limpa o rosto)


- Tipo?


Marcelo: ( Tranquilo)

- Sobre a morte dele, e como morreu, se você souber é claro.


Jorge: ( Meio tenso)

- Conto o que sei, mais antes vamos tomar uma água e conversamos sentado frente a frente.



    CORTA P/ CENA 5: ( No porão do orfanato uma criança desce escondido pra ver como está Charles e o encontra desmaiado, e seu nome é Carlos)


Carlos: ( No refeitório/ pensando como pegar a chave da madre)


- Será como está aquele jovem, não vi ninguém levar o almoço dele. Vou ter que perguntar ela .

- Madre, alguém vai levar o almoço de Charles?


Madre: ( séria/ olhando fixo)

- Ele ainda vai ficar sem comer até a noite e se você ficar me amolando vai fazer companhia a ele também.


Carlos: ( olhando pro lado e pro outro) 

- Vou ter que inventar que quero ir até o banheiro e lá vou atrás da chave na sala dela.


      ( a madre bate palma e diz que vai fazer um anúncio)


Madre: ( bate palma/ e grita)

- Silêncio!, prestando atenção aqui tenho um comunicado a fazer.

- Amanhã teremos a visita dos Psicólogos da nossa fundação FUNJOA e quero todo mundo bem educado, ouviram mau criados.


  CORTA P/ CENA 6: ( os jovens chegam ao escritório da assistência social, e os policiais da delegacia barra os acompanhantes dos jovens, porém o espião fica dentro da sala)


Zoraide: ( Contente/ tranquila)

- Bom dia jovens.


Jovens: 

- bom dia!


Zoraide: ( entusiasmada/ curiosa)

- Meninos sabemos que vocês perderam as famílias de vocês em acidente, certo? E como vocês se sentem sendo acolhido pela instituição FUNJOA?


Murilo: ( um jovem aleatório/ semblante triste)

- Até o momento está sendo muito bom temos comida e trabalhamos pra conseguir nosso sustento


Sara: ( Desconfiada)

- Bom dia Murilo e os demais jovens.

- Veja bem Murilo, a FUNJOA é uma instituição de abrigo e até o momento de reestabilização não é permito trabalhar.


Murilo: ( assustado/ aciona prós meninos)

- Meninos vamos contar a verdade.


Zoraide: ( suspeita/ desconfiada)

- Que verdade meu bem, estamos aqui pra ajudar  


    ( o acompanhante interrompe e anuncia que os minutos acabaram e que tem que levar os jovens de volta)


Acompanhante: 

- Lamento informar mais temos que ir meninos nosso horário aqui já terminou.


Zoraide: ( boquiaberta/ estranha)

- Mais ainda não terminamos nossa conversa, não pode fazer isso.


  Acompanhante:

- Lamento mais temos que ir.


   ( os jovens saem com semblantes triste)


Sara: ( Irritada)

- Aí tem alguma coisa de errada, os semblantes desses jovens nao estão de quem está feliz 


Zoraide: ( Pasma)

- E bota errado nisso, eles estão Maltratando esses jovens, tá na cara isso. Temos que fazer alguma coisa.


    CORTA P/ CENA 7: ( No orfanato Carlos entra na sala da madre e procura a chave, ele a encontra mais alguém conversa no corredor impedindo a saída dele e o perigo que ele corre por ser pego ali)


Carlos: ( entusiasmado/ na sala/ tarde)

- Cadê essa chave!

- Encontrei, mais vem vindo alguém no corredor o que faço?

- Melhor me esconder embaixo dessa mesa.


    ( uma das freiras entra pra deixar algo, em seguida sai)


- Ufa! foi por pouco, agora tenho que sair sem ser visto.


   CORTA P/ CENA 8: ( na sapateira Jorge e Marcelo se sentam pra conversa e Marcelo se choca com as revelações de Jorge)


Jorge: ( tranquilo/ calmo/ tarde)

- Pois bem Marcelo, eu conheci seu pai na FUNJOA de São Paulo e nós trabalhamos juntos no mesmo setor. Eu era um carregador e seu pai Psicólogo, a gente sempre se dava bem. 


Marcelo: ( curioso)

- E aí, tinha muita gente trabalhando nessa instituição?


Jorge: ( calmo)

- Sim, e então continuando, um dia seu pai recebeu um telegrama da cúpula pedindo a presença dele, só que antes disse a gente descobriu um dociê onde contava vários crimes dos superiores contra a instituição. Seu pai ficou chocado com aquilo e temendo pelo que poderia lhe acontecer se ele revelasse a alguém, ele pediu pra eu guardar em um lugar seguro.


Marcelo: ( curioso)

- E o que dizia esse dociê?


Jorge: ( tranquilo)

- Coisas horríveis, crimes cruéis horrendo.



CORTA P/ CENA 9: ( Carlos enfim consegue chegar ao porão, e encontra Charles desmaiado, ele tenta abrir as correntes mais não consegue, com isso ele corre e tenta pegar água e comida, porém é pego pela madre que o trança no porão também.)


Carlos: ( Assustado/ corre)

- Moço, como você tá?


Charles: ( Mal responde/ desabilitado)

- Com fome e sede!


Carlos: ( espantado)

- Espera aí vou tentar pegar alguma coisa pra você comer e beber.


   ( ele corre em direção a cozinha e a madre ver)


Madre: ( furiosa)

- Então é você que pegou a chave do porão e tentou soltar o outro rebelde


Carlos: ( assustado/firme nas palavras)

- Sim, a senhora é um monstro..


Madre: ( com raiva)

- Então eu sou um monstro!!

- Ok! então você fará companhia pro outro lá, seu pertinha.


CORTA P/CENA 10: ( Na instituição, Dr. Robert, castiga Maicon em serviço braçal por abrir a boca em relação aos cuidados deles)


Dr. Robert: ( furioso)

- Então Maicon você teve a ousadia de abrir a boca em relação aos cuidados da gente com vocês. Como ousa!?


- Maicon: ( com medo)

- Perdão senhor 


Dr. Robert: ( bravo)

- Suas atitudes levou você a um castigo severo.

- Você vai passar a noite trabalhando na fornalha fazendo carvão seu insolente.

- Levem-no daqui 


CORTA P/ CENA 11 ( Na sapataria Jorge revela a causa e como pai de Marcelo morreu)


Marcelo: ( tenso)

- E quem deixou esse dociê?


Jorge: ( focado na história/ triste)

- A gente encontrou em uma pasta antiga guardada. Pois bem, quando seu pai foi pra cúpula ele me falou se acontessesse alguma coisa com ele, eu entregasse esse documento as autoridades.

- Seu pai demorou voltar e não tive escolha, fue atrás dele, mais me falaram que ele havia voltado e eu sem acreditar naquilo, fiquei observando um carro que ali saia, e esse veículo levou até uma cratera, chegando lá vi seu pai acorrentado e posto a um tronco pra ser açoitado, e esperei alguém sair, eles chicotearam seu pai até ele desmaiar, quando seu pai parou de gritar, eles foram embora deixando ele a mercê da morte. Eu fue lá consegui tirar ele daquela situação mais ele estava já sem vida, chorei muito mais consegui enterrar-lo. Isso pra me foi muito chocante e cruel.


 Marcelo: ( revoltado/bravo)

- Malditos, eles tem que pagar pelos crimes deles.

- E porque você virou mendigo?


Jorge: ( lamentando)

- Eu também paguei um preço alto, ao chegar em casa me deparei com meus filhos e minha esposa todos mortos, isso pra me foi um dos piores pesadelos. Investiguei sobre a morte deles e descobri que alguém entrou lá e os matou, tudo indica que foi essa cúpula em busca desse dociê.


Marcelo: ( chorando)

- meu Deus quanta crueldade!. Mais e o dociê?


Jorge: ( pasmo)

- Eu guardei em um lugar seguro pra mostrar as autoridades no momento certo.


CORTA P/CENA 12: ( Agora é Carlos e Charles acorrentados no porão, eles tentam se ajudar mais não conseguem, mais pra salvação deles duas meninas perdidas estão escondidas perto da porta do porão de fora, e na calada da noite elas ouvem vozes e resolvem abrir a passagem do porão).


Carlos: ( madrugada/ com sede)


- Cara você tá mal, tá desidratado, meu Deus que horror.



    ( no outro lado, na entrada do porão duas jovens Isadora e Samantha dormem e ouvem sussuros no lado de dentro e tentam achar uma entrada e ver do que se trata)


Samantha: ( dormindo/ acorda/ assustada)

- Isa, tem alguma coisa do outro lado dessas paredes.


Isabela: ( Acorda)

- Parece que sim, será que é fantasma ou bandidos?


Samantha: ( Curiosa)

- Amiga temos que encontrar uma entrada e ver o que é


Isabela: ( trêmula)

- Sim, mais temos que fazer isso durante o dia.


CORTA P/ CENA 13: ( Zoraide abre uma denúncia a FUNJOA por mais tratos e abusos de menor, mais o delegado acha muito absurdo )


Zoraide: ( Calma)

- Sr. Delegado quero registrar uma denúncia contra a FUNJOA por mais tratos e abusos de menor


Delegado: ( suspeito)

- Você tem provas Senhora?


Zoraide: ( nervosa)

- Ainda não, quero pedir que o Sr. averigue a situação daqueles pobres meninos. Na reunião com eles quase não falaram nada, todos calados e semblantes tristes. Um dos jovens tentou me falar algo mais de imediato foi interropido por um acompanhante. Isso tem algo errado como a maneira daqueles que se dizem Psicólogos agem.


Delegado: ( sério )

- Mais se não tem nenhuma prova não posso fazer nada.


Zoraide: ( nervosa)

- Eu como assistente social eu sei quando algo tá errado e aquilo está errado. Essa é a Justiça que o Senhor diz fazer? É vergonhoso para o Brasil.


Advogado: ( tenso)

- A senhora queira abaixar sua voz se não a prendo por desacato.


Zoraide: ( furiosa)

- Melhor mesmo do que ver o Senhor bajular aquele bando de corjas.


    CORTA P/ cena 14: 

         (Dia seguinte)

( Chega o dia dos doutores fazerem visita ao orfanato, e no porão os dois adolescentes estão a mercê da morte, mais para a surpresa deles as duas meninas conseguem entrar no porão)


 Carlos: ( esperançoso )

- Tem alguém entrando será quem é?


Charles:( quase sem fala )

- Tomara que nos leve daqui não aguento mais


Samantha: ( se espanta)

- Isa olha! ali na frente parece ser dois meninos presos!


Isabela: ( inojada)

- Que lugar horrível, parece mais um cemitério.

- É mesmo Samantha e parecem está muito mau, vamos lá verificar.


  CORTA P / CENA 15: ( As horas passam e os Psicólogos chegam, são bem recepcionados e a madre superiora os conduzem até a sala que não perde tempo e já falam sobre os Charles e Carlos)


  Madre: ( entusiasmada)

- Como vão Doutores! Estava a espera da visita de vocês. Sem mais nem longas eu queria lhe dizer que tem dois adolescentes altamente rebeldes e quero que vocês os avaliem e os levem para trabalhar.


Dra. Cristiane: ( curiosa)

- onde estão esses jovens? quero conhecê-los.


Madre: ( debochada)

- Já os levo, estão no porão,me afrontaram e tive que os castigar deixando lá sem comida e bebida.


Dr. Robert: ( riso Sarcástico)

- Como a Senhora é má, mais fez muito bem.

É verdade que a prefeitura concedeu uma professora pra dar aulas aqui?


Madre: ( Sarcástica)

- Sim, mais após o garoto tentar dar com a língua nos dentes suspendí as aulas.


Dr. Vando: ( Meio Sarcástico)

- Temos uma Assistente social no nosso caminho que tem gerado muita dor de cabeça. Um de nossos pestinhas tentou falar algo para ela. Mais estamos tomando as devidas providências.


   CORTA P/ CENA 16: ( No porão as meninas conseguem soltar Charles e Carlos que imediatamente saem.)


- Samantha: ( cautelosa)

- Segura em me moço, acho que consigo lhe levar até lá fora.


Carlos: ( alertando)

- Vamos rápido parece que vem vindo alguém e não quero mais voltar lá pra cima.


      ( Imediatamente eles saem, e segundos os doutores chegam ao porão e ficam pasmo em não ver ninguém)


Madre: ( pasma)

- Para onde foi aqueles mau criados isso é impossível sair daqui!


Dr. Robert: ( pasmo)

- Madre você trouxe nós aqui para ver nada! cadê os garotos?


Madre: ( confusa/ surpresa)

- Confesso que estou surpresa, aqui é impossível se saltar e sair. Quando eu pegar aqueles dois vou deixar uma semana aqui .


     ( A cena fixa no rosto e um túnel do tempo absorve a imagem)


     Fim do Episódio 


 REALIZAÇÃO:


Copyright

©THE OPEN DOOR


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2021

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